29 novembro 2009

Muse Day

Este post inclui os vídeos: "That Golden Rule" dos Biffy Clyro e "Uprising" dos Muse.
(Foto: http://muse.mu/gallery/official/photo/1984/)

É grande a expectativa perante o concerto dos Muse, hoje no Pavilhão Atllântico, há muito esgotado. A crítica dividiu-se, entre aqueles a quem o novo álbum The Resistance causou tédio, e aqueles que viram a luz, e que acham que os Muse atingiram o clímax da sua produção musical com este álbum.
É também com expectativa que aguardamos pela actuação dos escoceses Biffy Clyro, a quem caberá a 1ª parte.


"Prognósticos só depois do jogo". Entretanto,
aqui ficam os links para algumas reviews do reputado jornal britânico The Guardian:
Dos Muse e de The Resistance:
http://www.guardian.co.uk/music/2009/sep/06/muse-review
http://www.guardian.co.uk/music/2009/sep/06/the-resistance-muse-cd
http://www.guardian.co.uk/music/2009/sep/06/muse-the-resistance-rock
http://www.guardian.co.uk/music/2009/sep/11/muse-the-resistance-review

Dos Biffy Clyro e do álbum Only Revolutions:
http://www.guardian.co.uk/music/2009/nov/06/biffy-clyro-only-revolutions-review


Uma Bio dos Biffy Clyro:
http://beggarsgroupusa.com/biffyclyro/biography/


Setlist do concerto emToulouse, França, 25 Nov: clicar aqui.


E os vídeos: "That Golden Rule" dos Biffy Clyro e "Uprising", tema de abertura de The Resistance dos Muse e muito provavelmente do concerto de logo à noite:



28 novembro 2009

Have a Blast with Blasted Mechanism!

Os Blasted Mechanism estão prestes a iniciar um concerto que certamente não deixará ninguém indiferente (Coliseu dos Recreios, Lisboa).

"Battle of Tribes" é uma das minhas músicas favoritas desta banda, talvez pelo vídeo, que foi realizado na Achada do Gamo (Mina de S. Domingos), um sítio único, cujo importante património industrial se encontra em avançado estado de degradação e em risco de queda iminente. Um crime menor, quando comparado com os muitos outros que marcam a história da Mina de S. Domingos...

 



Ho-Chi-Minh na Imprensa

Os Ho-Chi-Minh têm figurado de forma proeminente na imprensa especializada recente, sem dúvida devido ao lançamento de It Has Begun.


Aqui ficam alguns exemplos:


  • Entrevista no blog A Trompa (Junho de 2009). Para ler clicar aqui.
  • Tema de capa e entrevista na revista Versus (nº3, Outubro de 2009). Para ler ou fazer download gratuito clicar aqui.



    • Entrevista e review de It Has Begun na revista HornsUp (nº 9, Out-Nov 2009). Para ler ou fazer download gratuito clicar aqui.




    • Entrevista na fanzine Outsider (nº 16, Outubro de 2009).


    Deixo também aqui a referência a um artigo mais antigo, publicado no fórum do Blitz em 29 de Maio de 2009, de que gostei particularmente, intitulado "Ho Chi Minh: A verdadeira descarga emocional na música". Para ler o artigo clicar aqui.


    E termino esta viagem pelo percurso promissor dos Ho-Chi-Minh com um dos temas do EP que não figura em It Has Begun, "You Let It Flow".


Ho-Chi-Minh Parte II

A discografia de Ho-Chi-Minh não é vasta, apesar da maturidade da banda: foi lançada uma demo em 2004, com os temas "Way of Retain", "Reload", "Signs" e "You Let It Flow", com um grafismo bastante original, e o álbum It Has  Begun, editado em 2009 pela Raging Planet, com uma elaboração gráfica que espelha não só o novo contexto de produção como a própria evolução da banda.



Vários factores terão contribuído para este hiato entre os dois trabalhos, entre eles decerto o facto dos seus membros terem percursos académicos e profissionais paralelos...como sabemos, poucos são aqueles que em Portugal conseguem subsistir tendo como actividade principal a produção musical...ou cultural, em termos mais genéricos. Especialmente fora do mainstream.
Sabemos também que qualidade e quantidade raramente andam de mãos dadas e, no caso dos Ho-Chi-Minh, a evolução e maturidade patentes em It Has Begun demonstram que a espera valeu bem a pena.



Em termos de espectáculos, os Ho-Chi-Minh têm um curriculum bastante respeitável, e de que se podem orgulhar bastante, com actuações em múltiplos festivais e outros eventos musicais de referência do underground português, de norte a sul, ao longo de todos estes anos, por vezes como cabeça de cartaz, e também como banda de suporte em concertos de nomes incontornáveis do panorama musical internacional, tais como Ratos de Porão (2007) (juntamente com Simbiose e Devil in Me) ou Suicidal Tendencies (2009).

E para terminar, aqui fica "Aside", o tema de It Has Begun que, segundo os próprios Ho-Chi-Minh, é aquele que melhor os define.

A incursão pela história desta banda bejense terminará no próximo post e versará sobre a cobertura que os Ho-Chi-Minh e It Has Begun têm tido na imprensa especializada recente.

27 novembro 2009

Ho-Chi-Minh no IV Festival de Bandas de Beja 30 Novembro


Este post inclui um vídeo de "Way of Retain" dos Ho-Chi-Minh.

Mais uma vez os fãs dos Ho-Chi-Minh, entre os quais me conto, terão oportunidade de voltar a ver e de vibrar com esta banda bejense, que constitui um exemplo indiscutível do melhor que se faz em Portugal em termos de música alternativa.

Formados em 2001, os Ho-Chi-Minh rapidamente se destacaram no panorama alternativo nacional, sendo premiados em vários concursos e conquistando uma legião considerável de fãs fiéis. Para tal contribuiu um mix de vários factores, entre os quais apontaria:
1. a sonoridade da banda, difícil de classificar, pela complexidade e diversidade das influências que a integram, dos quais destacaria uma mistura relativamente incomum de metal com elementos electrónicos/alternative dance), que resultam num som de facto "futurista", inovador (como os próprios o definem) e extremamente dançável;
2. A harmonia que a banda consegue atingir, com a versátil e incrivelmente poderosa voz de Skatro a emergir por entre a violência explosiva dos instrumentos;
3. Por fim, o dinamismo e a energia dos Ho-Chi-Minh em palco, que interpelam e contagiam até os seres mais amorfos e indolentes...

Prometendo mais sobre os Ho-Chi-Minh no próximo post, aqui fica a prova do que acima se disse sobre a banda, com o vídeo de "Way of Retain", tema de abertura da Demo de 2004, executado em Maio de 2009, por altura do lançamento do álbum It Has Begun...

26 novembro 2009

Rock de Combate: Gazua...5 de Dezembro em BEJA

Na sequência da reflexão do último post sobre a tensão entre o alternativo e o dominante, entre formações contra- ou sub-culturais e a cultura dominante, e quando falta pouco mais de uma semana para a actuação dos Gazua em Beja (Galeria do Desassossego, sábado 5 de Dezembro), aqui fica este excelente tema "Queremos a Música de Volta" do não menos excelente álbum Música Pirata.

Para saber mais sobre os Gazua clicar aqui (site da banda no myspace).

"Uma anomalia: Kurt Cobain" por Vítor Belanciano

Este post inclui o vídeo de "Territorial Pissings" dos Nirvana, gravado no programa de Jonathan Ross (Channel 4) em 1991.

A reedição de Bleach  (1989) e o lançamento do DVD Live at Reading, que já aqui mereceram posts anteriores, deram o mote para vários artigos da revista Y da semana passada, entre eles este excelente texto de Vítor Belanciano, cuja leitura se recomenda vivamente. Para ler seguir a hiperligação acima ou clicar aqui.


Uma ideia perpassa o artigo: a incorporação do alternativo e do oposicional por parte do dominante, do sistema, e a consciência crescente que Kurt foi tendo da impossibilidade (powerlessness) de oposição e resistência, de todo e qualquer controlo, colocaram-no num beco sem saída, sendo o suicídio a afirmação derradeira da rejeição e da sua recusa de tomar o lugar que a engrenagem lhe tinha atribuído. Tentativa infrutífera, de que a nova edição de Bleach, o lançamento do DVD Live at Reading, e a contínua popularidade de Kurt e da banda são a prova viva...Kurt continua no beco, como todos nós...


Os Nirvana constitutem sem dúvida o exemplo limite da tensão permanente entre as formações musicais alternativas e o mainstream que as 'absorve' assim que atingem um determinado patamar de popularidade, apropriando-se delas, independentemente da sua vontade e dos seus esforços de resistência, incorporando-as na lógica comercial e neutralizando o seu cariz oposicional.


E como Kurt esbracejou...


"Interpretou os princípios da contracultura, acreditou neles, excessivamente. Sofria de sobre-identificação com a ética punk-rock. Foi ultrapassado pelos factos. Via-se como criador alternativo mas os seus discos vendiam milhões. Em parte, por ele, música antes encarada como difícil foi cunhada e vendida às massas como "grunge"." (Vítor Belanciano, artigo referido).


Outro exemplo, referido por Mário Lopes, no artigo "Antes da Tempestade", do mesmo número da Y:


"(...) convidados para um programa familiar, ainda em Inglaterra, ouviu-se o apresentador anunciar ao público de senhores e senhoras de meia-idade os Nirvana e o seu novo single, "Come as you are". Acto contínuo, a banda atira-se a uma feroz interpretação de "Territorial pissings", a mais curta e mais agressiva canção de "Nevermind", culminada com a destruição dos instrumentos em palco."

Para ler o artigo clicar aqui.

Fica então essa interpretação transgressora de "Territorial Pissings" no programa televisivo de Jonathan Ross, Channel 4, em 1991. Para ver até ao fim...

25 novembro 2009

Don't Dictate

Num país onde apenas este ano já morreram 26 mulheres vítimas de violência doméstica, a comemoração do "Dia Internacional da Eliminação da Violência Contra a Mulher" (hoje) é particularmente relevante.


Apesar de ser um fenómeno transversal em termos de classes sociais, não é de estranhar que afecte especialmente as mulheres com menores recursos financeiros.



Em jeito de homenagem às mulheres, à sua independência e afirmação, aqui ficam:

1. a referência a uma página dedicada ao papel das mulheres no movimento punk:

2. A pertinente "Don't Dictate" dos Penetration, executada em 2002 na Universidade de Newcastle.


Os Penetration surgiram em 1976, após os membros da banda terem assistido a um concerto dos Sex Pistols em Manchester e continuam activos, sendo uma das bandas já confirmadas da edição de 2010 do Rebellion Festival, a realizar em Blackpool (Inglaterra) entre 5 e 8 de Agosto.

Best of Beja: Chef António Nobre


O Chef António Nobre figura na edição desta semana da revista Caras, que chegou hoje às bancas, com propostas alentejanas para a ceia de Natal.

É com agrado que registamos o sucesso e a afirmação do bejense António Nobre, Chef dos Hotéis M'Ar de Ar Muralhas e Aqueduto (Évora), que prima não só pela reputada qualidade, elevado profissionalismo, simpatia mas principalmente por uma rara modéstia e simplicidade. Esta simplicidade é visível na seguinte afirmação deste chef, constante do artigo da Caras: "Quando as pessoas olham para uma receita numa revista devem ser capazes de a fazer em casa. Por isso, tem de ser simples, rápido e bom".

Para quem não conhece, aqui fica alguma informação sobre António Nobre:

"A cozinha dos Hotéis M`AR De AR está entregue ao Chefe António Nobre que tem contribuído desde 2002, com a qualidade da sua arte, para o reconhecimento do ex-Hotel da Cartuxa (agora Hotel M`AR De AR Muralhas), onde se estreou.

Entre outras actividades, o Chefe António Nobre é confrade da Confraria Gastronómica do Alentejo; frequenta, desde 2002, o prestigiado Congresso de San Sebastian, "Lo Mejor de la Gastronomia"; foi pioneiro em 2002 na iniciativa de elaborar um cardápio dos vários azeites do país; em 2004 recebeu o prémio "Panela ao Lume"; em 2006 publicou o livro "Chefes Portugueses, as melhores receitas" e recebeu 2 diplomas de ouro no concurso "Gastronomia com Vinho do Porto"; entre uma grande variedade de colaborações em jornais e sites da especialidade, foi, em Setembro de 2006, o chefe de cozinha eleito para fazer a página "Apetites" do Jornal Expresso; criou, em colaboração com o Conselho Norueguês das Pescas (NORGE) "Receitas simples com bacalhau, bacalhau fresco e salmão"; foi convidado pelo Chefe Henrique Sá Pessoa para participar no programa televisivo da RTP 2 "Entre Pratos" e tem prevista a publicação de um livro de cozinha intitulado "70 receitas, práticas para toda a família".
O Chefe António Nobre gosta de ser reconhecido como um Chefe de Cozinha com raízes alentejanas, capaz de inovar com equilíbrio, dentro dos limites da gastronomia mediterrânica, fazendo uma manipulação contida dos ingredientes, com o intuito de preservar o paradigma de uma gastronomia autêntica, ligada aos produtos da terra, sem receio de ser original e assumindo a autoria das suas propostas."

Fontes:
Foto: http://www.mardearhotels.com/imagens/paginas_muralhas/mdr_chefe.jpg
Texto: http://www.hoteldacartuxa.com/gastronomia.php?screen=hotel&id=36

IV Festival de Bandas de Beja: 30 Novembro e 7 de Dezembro

A não perder, para conhecer ou revisitar um pouco do que Beja tem de bom, nomeadamente a nível cultural/musical...


24 novembro 2009

Londres na Música: Waterloo Sunset


Este post inclui o vídeo de "Waterloo Sunset" pelos Def Leppard e link para a versão original dos The Kinks.



Photo author/source: "Waterloo Sunset" by Fbuk, at

E por ser uma das minhas músicas preferidas sobre Londres, achei que merecia um post só para si.

"Waterloo Sunset", dos The Kinks, foi lançada em 1967 e permanece uma das músicas mais conhecidas e aclamadas desta influente banda londrina surgida na década de 1960.

A música narra um episódio da vida quotidiana londrina (alegadamente inspirada em factos reais), em que um observador solitário contempla à distância os encontros amorosos do par Terry e Julie, junto à estação de metro de Waterloo, e ao longo da ponte com o mesmo nome.

"Waterloo Sunset" atingiu o 2º lugar do top de singles britânico e ocupa o 42º lugar da lista das "500 best songs of all time" da revista Rolling Stone, sendo ainda descrita pela Time Out como "o hino de Londres".

Vários editores de revistas especializadas consideram-na  uma das mais belas canções de rock.
Pete Townshend dos The Who qualifica-a como "divinal" e  "uma obra-prima".

Covers de "Waterloo Sunset": David Bowie, The Fastbacks, Def Leppard.

E aqui fica a minha "versão" preferida, pelos Def Leppard e incluída na colectânea de covers Yeah! de 2006.
Para ver o vídeo do original dos The Kinks clicar aqui.




Texto: fonte principal Wikipedia.

23 novembro 2009

Londres na Música: as 50 melhores pela Time Out London

Este post inclui os vídeos: "London Calling" dos The Clash; "Panic" dos The Smiths e "22 Grand Job" dos The Rakes.

A Revista Time Out London publicou, em 2007, uma selecção (obviamente muito discutível) das 50 melhores músicas sobre Londres, muito abrangente quer em termos de horizonte temporal como de género. Para ver o artigo da Time Out clicar aqui.
Lá estão algumas das mais previsíveis, e incontornáveis, como "God Save the Queen" dos The Sex Pistols, "London's Burning" dos The Clash,  "London" dos The Smiths, ou "West End Girls" dos Pet Shop Boys, sendo que outras estão ausentes, como a minha muito cara "London Calling". Entre algumas mais recentes encontram-se "LDN" de Lily Allen ou "22 Grand Job" dos The Rakes.


Entre uma escolha difícil, aqui ficam três exemplos.







22 novembro 2009

Citações: Samuel Johnson sobre Londres

Cada vez que Londres surge numa conversa ocasional sinto o impulso louco de comprar um bilhete de avião, meter umas roupas na mala e abalar. Nunca vivi em Londres, provavelmente se vivesse quereria ir-me embora...mas Londres é a minha cidade de eleição e quando tenho a sorte de lá estar sinto-me em casa...no metro, na rua, no pub, na biblioteca, na Foyles, no Costa, na HMV, ...
Como acontece com outras cidades emblemáticas, o fascínio que Londres tem exercido sobre tanta gente - famosa e anónima - tem uma longa história e está patente por exemplo na literatura, na fotografia ou na música...


Samuel Johnson, poeta, ensaísta, romancista, crítico literário (etc.) inglês do século XVIII mencionou há mais de 2 séculos uma das razões que explicam decerto por que motivo Londres é a cidade mais visitada do mundo (cerca de 15 milhões de visitantes em 2007).                      

Johnson terá dito (alegadamente em 20 de Setembro de 1777!) ao seu amigo escocês (e biógrafo) James Boswell:

"Why, Sir, you find no man, at all intellectual, who is willing to leave London. No, Sir, when a man is tired of London, he is tired of life; for there is in London all that life can afford."

Imagem: Retrato de Samuel Johnson, por Sir Joshua Reynolds,
© National Portrait Gallery, London aqui.

Fontes:

21 novembro 2009

Winter: Vivaldi pelo enfant terrible Nigel Kennedy...

Algo diferente, mas indiscutívelmente espectacular. Nigel Kennedy, controverso violinista 'prodígio' inglês, alvo de ataques de puristas e conservadores pela sua imagem, pela sua aparência e pelo seu estilo, e também pela sua abordagém à música clássica... tocou com os The Who no Royal Albert Hall em 2000. Gravou The Doors Concerto, em que interpreta temas desta banda mítica. Em The Kennedy Experience  improvisa sobre composições de Jimmi Hendrix.


Winter

Neste sábado invernoso, de nuvens cerradas e sem 'cracks', a convidar ao sofá e a um Lady Grey quentinho, veio-me à cabeça este Winter, que conheci primeiro na versão dos Dream Theatre e só mais recentemente no já velhinho original de Tori Amos (1992)...Aqui ficam as duas...



20 novembro 2009

Mas afinal quem é a Sheena? Parte 2

Continuação do post anterior...


Sheena na Música
Em 1977, Jeffrey Ross Hyman, aka Joey Ramone, o malogrado vocalista da mítica banda punk The Ramones, transformou a personagem da banda desenhada, da TV e do cinema numa heroína punk, com a música “Sheena is a Punk Rocker” (ver o vídeo abaixo num post de ontem).


Sheena na Literatura

O poeta e professor de literatura norte-americano Robert Archambeau é autor do poema “Sheena is a Punk Rocker” (2008), que descreve (1) a história da personagem Sheena, (2) da actriz que primeiro a encarnou, Irish McCalla, e (3) de como Sheena se tournou uma punk rocker pela mão de Joey Ramone. Pela sua extensão, o poema encontra-se nos "comentários". Basta clicar já em baixo em "comentários".

Robert Archambeau é ainda autor do livro de poesia Home and Variations (2004) e do seguinte blog (principalmente de literatura): http://samizdatblog.blogspot.com/


E termina aqui a viagem pela história de "Sheena is a Punk Rocker", com duas últimas covers da música:


1. pela banda americana (feminina) The Go Go's, formada em 1978, com grandes influências de Ramones, e que se notabilizou por ser a 1ª banda feminina completamente auto-suficiente (versão live, Sacramento, USA, 2003) (Irreconhecível a Belinda Carlisle...).
Mais sobre a história das Go Go's (Wikipedia) aqui.

2. pela banda de punk rock húngara The Vaporizers (live, Bicske, Hungria, Janeiro de 2009)
Mais sobre os The Vaporizers (infelizmente sem versão em Inglês...) no site do myspace da banda aqui.





Mas afinal quem é a Sheena?


Este post inclui um vídeo sobre o filme Sheena  (1984)

A história da Sheena…Parte 1

Sheena, Rainha da Selva (uma versão feminina de Tarzan) é a 1ª heroína de banda desenhada da história e a 1ª personagem feminina a ser título deste género de publicação. A personagem foi criada pelos cartoonistas americanos Will Eisner e S.M. ‘Jerry’ Iger, e surgiu em 1937 no nº 1 do tablóide inglês Wags e pouco depois na americana Jumbo Comics. De acordo com Eisner, o nome teve origem no romance de Rider Haggard She (1887). A partir do nº 18, a revista assumiu o título “Sheena, Queen of the Jungle”. Depois do filme de 1984, Sheena regressou à banda desenhada, desta feita da Marvel.





Sheena na Tv e no Cinema

A história foi adaptada para TV em 1955-56, numa série de 26 episódios, protagonizada pela actriz Irish McCalla (à esq.), falecida em 2002, que alegou ter sido descoberta numa praia da Califórnia quando arremessava uma lança em bambu, tendo ainda afirmado “I couldn’t act but I could swing through the trees”. Houve ainda uma adaptação cinematográfica em 1984, do produtor Paul Aratow, com a actriz Tanya Roberts (Anjos de Charlie) (ver vídeo abaixo), e uma nova série televisiva em 2002, com a participação da actriz da série Marés Vivas Gena Lee Nolin (em baixo, à dta.).


(A seguir: Sheena na Música e na Literatura)









Fonte: Wikipedia e outras.
Fotos: Wikipedia; e
http://www.comics.org/issue/10239/cover/4/ http://members.fortunecity.com/noops219/irish_mcclla0018.jpg
http://public.fotki.com/ltah/celeb/celeb06/der-nolin07.html

E finalmente, o excerto do filme de 1984:

19 novembro 2009

Sheena is a Punk Rocker Covers

Este post inclui três vídeos de covers de "Sheena is a Punk Rocker" (Die Toten Hosen; Rancid; Yeah Yeah Yeahs).

Como referi no último post, o original dos Ramones tem sido objecto de várias covers. Aqui ficam 3 exemplos: dos Die Toten Hosen, dos Rancid, incluída na colectânea de tributo aos Ramones (2003) (na qual os Red Hot Chili Peppers assassinam "Havana  Affair" sem piedade), e dos Yeah Yeah Yeahs, uma versão mais light mas com a particularidade de ser interpretada por uma voz feminina.





Back to basics: The Ramones

No decurso do último post, para começar bem o dia...e ir entrando já no espírito de fim-de-semana que se aproxima...
"Sheena is a Punk Rocker", single do 3º LP dos Ramones, Rocket to Russia, escrita por Joey Ramone. Atingiu a 22ª posição do top britânico de singles e encontra-se entre as "500 Greatest Songs of All Time" da revista Rolling Stone. Há diversas covers da música, por exemplo pelos Rancid no álbum de tributo aos Ramones We're a Happy Family (2003).

18 novembro 2009

Peste & Sida Parte 2: Concerto de Sexta-feira 13...para mais tarde recordar

No decurso do último post, e a pedido de muitas famílias, aqui ficam umas palavras sobre o último concerto dos Peste & Sida na passada sexta-feira no Teatro da Comuna.

Há qualquer coisa de especial em certos locais de espectáculo, como se a história dos edifícios propiciasse um determinado ambiente. No caso do Teatro da Comuna, casarão cor-de-rosa da Praça de Espanha, anteriormente lar de mães solteiras da Misericórdia (1), a atmosfera era de familiaridade, acolhimento e bem-estar, vagamente reminiscente das antigas sociedades recreativas.


O contraste com o último concerto dos Peste & Sida a que assistira recentemente era gritante: no primeiro, realizado num pavilhão amplo e frio, o espectáculo musical fora claramente acessório à festa académica por excelência: beber até cair. Na Comuna, pelo contrário, os Peste & Sida eram não só o principal como o único motivo de congregação das muitas pessoas que ali acorreram. Em suma, uma festa para fãs e uma reunião de amigos a contribuir para o ambiente acima descrito.


O “Alerta Geral” foi dado à hora mágica, dando início àquilo que poderíamos descrever como um crash course em Peste & Sida ou uma viagem alucinante no tempo e na história desta mítica banda portuguesa, com direito ao desfile de muitos clássicos – como “Paulinha”, “Sol da Caparica”, “Família em Stress”, “Chuta Cavalo”, “Vamos ao Trabalho”, etc. – metralhados isoladamente ou em formato medley. Mas também não faltaram temas do espectacular último trabalho, como “Cai no Real” (com a participação de Jonhie, dos Simbiose), “Bebe Vinho”, “Revolução Rock”, “Canção de Lisboa”, “Acredita” e “Chegámos ao Fim”. A energia contagiante da banda, e as complicadas piruetas do felino Autista (João Pedro Almendra), repercutiam-se num público animado e participativo, a quem não se dava tréguas: “dancem, mas saltem também!”.


No final desta mini-maratona musical em que alguma preparação física constituiu uma importante mais-valia, o público rendido não estava preparado para a surpresa da noite: o encerramento do espectáculo com o clássico dos Ramones “Sheena is a Punk Rocker”, cantado por João Ribas (Censurados/Tara Perdida/Kamones) num palco repleto e em festa, com os Peste rodeados de amigos como Ribas, Billy (Billy-News) e Jonhie (Simbiose). Para quem estava na assistência foi um momento especial e algo comovente. Por breves momentos, estivemos mais perto, e muito perto, de Alvalade: outros tempos, os mesmos protagonistas.

17 novembro 2009

Peste & Sida até ao fim...e que o melhor esteja para vir!


Este post inclui o vídeo oficial de "Revolução Rock" dos Peste & Sida.

Com um espectáculo verdadeiramente estrondoso, os Peste & Sida deram por concluída a tournée do seu último álbum, Cai no Real, na passada sexta-feira 13 no Teatro da Comuna, com o anúncio de um novo trabalho para o próximo ano. Julguei por isso oportuno fazer aqui um pequeno balanço da sua actividade e produção recentes.


A ‘herança’ da banda e a notoriedade alcançada logo com o 1º álbum de originais – Veneno (1987) – fazem com que os Peste & Sida sejam por vezes remetidos para o passado, equacionados fundamentalmente com um período sem dúvida marcante quer da história da banda quer do punk português. Cite-se exemplificativamente a referência do Destak online ao concerto de sexta-feira como o “Renascimento dos Peste e Sida”. Esta crassa ignorância e erro grosseiro são particularmente irritantes de ouvir ou ler.


Como qualquer pessoa minimamente informada e não totalmente estúpida sabe (ou procura saber…), os Peste & Sida ‘renasceram’ há já vários anos, e têm estado particularmente activos desde então, não só em termos de produção discográfica como de prestações ao vivo. Na verdade, os Peste & Sida nunca estiveram tão bem como na década actual, com Tóxico, editado em 2004, e Cai no Real (2007). Este último trabalho marca indiscutivelmente o apogeu daquela que é, sem margem de dúvida, uma das bandas portuguesas de topo da actualidade – por muito que tal seja ignorado, e até contrariado, pelos media nacionais.


Os Peste & Sida são possuidores de um estilo muito próprio – talvez único – que ilude a classificação fácil (e provavelmente inútil), tal é a complexa mistura de géneros e subgéneros musicais que marcam a formação e evolução musical deste colectivo. Para além de uma sonoridade simultaneamente agressiva, divertida, imprevisível e extremamente dançável, os trabalhos mais recentes dos Peste & Sida destacam-se pela qualidade – literária? – e pela densidade social, cultural, política, das suas letras. A afirmação de João San Payo de que “o poder comunicativo que uma banda tem será desperdiçado se não aproveitarmos o tempo de antena para mexer com as consciências”(1), e a consciência de que a música não surge no vácuo, traduzem-se na abordagem de temas sociais e políticos da actualidade, como “Ska core eco” ou “Ska cáustico” de Tóxico.


Quanto a Cai no Real, a sátira sociocultural assume uma acutilância e perspicácia admiráveis: neste aspecto, as letras deste álbum são de uma qualidade sem paralelo no panorama nacional contemporâneo. “Bebe vinho” retrata de forma cáustica uma realidade muito portuguesa e não apenas rural, enquanto “Revolução Rock” actualiza e, em termos de mensagem, supera amplamente, o original dos The Clash (ver vídeo mais abaixo).


E que dizer da crítica acérrima ao potencial alienador e conformista da ética consumista do magistral tema “Cidade Veneno”?
“Como um animal de abate fazes parte da manada
Só ruminas, não fazes nada
Passa-te ao lado o roubo neo-liberal
Vives a cultura do gueto comercial”


Ou da clarividência da análise sociopolítica de “Entregues aos bichos”, que verbaliza a frustração e impotência de uma fatia decerto bastante significativa da população portuguesa? Para não falar da actualidade gritante de “Ernesto Desonesto” em tempos de faces ocultas, ou o vigoroso safanão de “Acredita (o Tempo…)”, que nos interpela sem rodeios:


“Acredita, o tempo passa a correr
Tens de te apressar se ainda queres crescer
Os dias correm lentos com as cenas habituais
(…)
Nestes tempos não há espaço para a apatia
É muita competição nesta selvajaria
(…)
Não te deixes ficar, pega em ti (…)”


Sabemos quais são as consequências do inconformismo, da crítica e da questionação neste “jardim plantado à beira mar” (rejeição, neutralização, menorização, etc.), e isso ainda torna mais louvável o trabalho dos Peste & Sida, amplamente reconhecido e devidamente apreciado por uma legião considerável de fãs dedicados, alguns dos quais presentes de corpo e alma no concerto de sexta-feira 13, com ou sem “Maldição”!!. Os mesmos fãs que esperam já com alguma ansiedade o próximo trabalho, e especialmente o próximo concerto, desta banda que – fazemos votos – continue a dar que falar … e calar!


(1) Luís OLIVEIRA (2007) “Peste & Sida: Rock de Combate”, Revista Underworld nº 24 (Setembro), disponível em http://www.underworldmag.org/.
 Foto dos Peste & Sida: billy-news.blogspot.com/2009_07_01_archive.html

 

Citações: Peste & Sida sobre a Cimeira de Copenhaga? Podia ser...

Três dias depois de um concerto verdadeiramente memorável dos Peste & Sida, e um dia depois dos líderes dos dois países mais poluidores do globo, China e E.U.A., terem já admitido prévia e oficialmente o fracasso da Cimeira de Copenhaga, agendada para o próximo mês com o objectivo de chegar a um (mais um?) (pseudo)acordo internacional sobre a redução das emissões de CO2, vale a pena recordar estas linhas de "Ska Core Eco" dos Peste, da autoria de João San Payo (Tóxico, 2004):

“Está na moda, é uma mania
Já me chateia ouvir falar de ecologia
Oslo, Quioto, Rio de Janeiro,
Joanesburgo – cimeiras p’ró galheiro
Os ricos estão-se nas tintas p’rá questão
Riem-se e compram quotas de poluição
Está tudo nas mãos da polícia mundial
Dos mercados financeiros e das forças do mal
…e do grande capital!”



13 novembro 2009

Fim-de-Semana Agitado na Calma do Alentejo

Para quem não conhece ou ainda não visitou: o blog Billy-News (http://billy-news.blogspot.com/ ) é imprescindível para se estar a par dos múltiplos eventos musicais (punk/alternativos) que têm lugar um pouco por todo o país.  Para visualizar a agenda desta semana, cheia de propostas apetecíveis, clicar aqui.

Alguns dos destaques são sem dúvida os eventos que têm lugar a sul (Alentejo), nomeadamente em Odemira, A-do-Pinto e Aljustrel:

Sexta-feira 13 de Novembro (Odemira)


Sábado 14 de Novembro em A-do-Pinto:



Sábado 14 de Novembro (Aljustrel):
2 Semicolcheias Invertidas + Above the Tree
Clube Aljustrelense, 22h

11 novembro 2009

Dia de S. Martinho: Mata o Porco e Bebe o Vinho

Este post inclui: ementa de S. Martinho; vídeos: “Sopa” dos Censurados; “Até m’embebedar”, Tara Perdida, link para “Bebe Vinho”, Peste e Sida.



Hoje comemora-se o S. Martinho, uma festividade religiosa que oferece um óptimo pretexto para o convívio e para uma refeição calórica e bem regada (sem grandes abusos, que amanhã é dia de trabalho…)!

Na verdade, este Santo é conhecido pela humildade, generosidade e partilha, qualidades sem dúvida intemporais. O episódio mais emblemático da vida de S. Martinho, nascido no séc IV da era cristã na região imperial da Panónia (actual Hungria), terá sido aquele em que partilhou a sua capa com um mendigo, que inspirou esta pintura de El Greco.


Website recomendado (de onde proveio esta informação e a imagem) http://smartinho.blogspot.com/  (sobre o Santo, a história da festividade, provérbios, etc.)

Seguindo o provérbio, aqui fica uma…


…Sugestão de ementa gastronómica (alentejana, claro!)

 - Queijo de cabra gratinado com mel, passas e nozes, acompanhado de salada verde

- Secretos de porco preto recheados de farinheira e estufados em sumo de laranja, acompanhados de pommes dauphine e puré de maçã

- Bavaroise de castanhas com romã

- Monte dos Pelados (Tinto) 2004; Vinho licoroso da Vidigueira.

Ementa Musical, de algumas das melhores safras nacionais...






Peste e Sida "Bebe Vinho", clicar aqui e na música (no player).



10 novembro 2009

Cartoon: Democracy por Mark Stivers


Interessante como o cartoonista representou o protesto. O Punk continua a ser o símbolo da rebelião, do inconformismo, do espírito contestatário. Talvez por isso tantas vozes - inclusivamente na academia ou na imprensa - se levantem para continuar a apergoar a sua morte! Punk's not dead!

Mark Stivers, cartoonista norte-americano contemporâneo.
Artigo da Sacramento Magazine (Set 2006) sobre Mark Stivers, aqui.
Mark Stivers no Facebook:
 http://www.facebook.com/markstivers