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10 novembro 2011

João Ribas: mensagem aos fãs de Tara Perdida


(© Diana Rosa)

(Na sequência do último post)

Contactado pelo A Crack in the Cloud, João Ribas revelou um grande entusiasmo e muito boas expetativas relativamente aos próximos concertos dos Tara Perdida no norte do país, e particularmente ao concerto agendado para amanhã sexta-feira, 11 de Novembro, no Porto (Hard Club) (ver cartaz no post anterior).

Assim, o músico fez questão de deixar uma mensagem breve aos fãs de Tara Perdida do norte do país, que reproduzimos:

"Venham ver os Tara Perdida ao Porto que já temos saudades vossas.
Ass: João Ribas"


Os fãs, esses, terão oportunidade de responder e corresponder da melhor forma, e como é habitual, nos concertos agendados.

A abrir o apetite fica o vídeo de 'Chamo-te à Razão', interpretado no TMN ao Vivo no passado mês de Julho.

19 outubro 2011

Citações: Boaventura de Sousa Santos


(Foto: Reinaldo Rodrigues in Dinheiro Vivo)


"Quanto mais cedo a desobediência, menor o desastre."

Boaventura de Sousa Santos

in  'Desenvolvimento do Subdesenvolvimento', artigo publicado ontem no jornal online Correio do Brasil (que se encontra disponível aqui), e que supostamente figurará também na edição desta semana da revista Visão (amanhã nas bancas).

03 outubro 2011

Citações: João Ribas sobre o Dia Internacional da Música, etc.


 (Foto: Diana Rosa)


"Hoje é o Dia Internacional da Música. A vida sem música não tem sentido, por isso dedico este tema a todos vocês, amigos - Está Cá Dentro!" (João Ribas)



Foi com estas palavras que no passado sábado (1 de Outubro) João Ribas, vocalista dos Tara Perdida, assinalou a efeméride e apresentou o tema 'Dentro - Reacção Final', num concerto verdadeiramente incendiário realizado em Setúbal, no âmbito das festas académicas de recepção ao caloiro, e que comprovou mais uma vez o alto nível e excelente forma desta (justamente aclamada) banda nacional.

Conhecido pela sua postura crítica e frontal, o músico aludiu ainda à conjuntura socioeconómica nacional e ao descrédito da classe política e dirigente, deixando a mensagem "acreditem em vocês mesmos, mais nada", que deu o mote para o tema seguinte: 'Acreditar - Força de Libertação'.

Os Tara Perdida voltam à estrada já amanhã, 4 de Outubro, para mais um concerto integrado nas festas de início do ano académico, desta feita na cidade de Coimbra.

Fica um vídeo do tema  - 'Dentro - Reacção Final', interpretado ao vivo no passado mês de Maio em Faro, no âmbito da  Semana Académica do Algarve.




(Vídeo de João Miguel Silva)

26 outubro 2010

Aniversários/Citações: Zorb, vocalista dos Dalai Lume



(Foto de Pedro Roque


O A Crack in the Cloud  assinala o aniversário de Zorb, o inconfundível e carismático vocalista dos Dalai Lume, aproveitando a ocasião para reproduzir um apontamento recente da sua autoria sobre a conjuntura nacional actual.

O comentário é representativo do espírito crítico mordaz e da acutilante crítica social e política que são uma das características distintivas da música desta banda de punk rock nacional. Para ouvir (ou comprar) em http://www.myspace.com/dalailume.

Aqui fica o texto de Zorb, intitulado "Os Buracos Crescem para Baixo!".

"OS BURACOS CRESCEM PARA BAIXO!

Fartamo-nos de levar biqueirada. Primeiro o PE 1, depois o PE 2 e finalmente (para já) o PE 3. Assim de repente levamos com três Pés p'la tromba.

Para que me entendam, passo a explicar. Essa história do PEC tem sido tão mal contada que ainda não consegui chegar à parte do C (crescimento).

Plano de estabilidade, ainda que a contragosto, lá vou conseguindo entender...
..."alguns" gastaram/gastam e por isso todos que têm que pagar e, parafraseando "alguém"(??), vamos fazer/fazendo "no fundo, um esforço patriótico".

Só me falta mesmo apanhar a parte do crescimento. Continuo à espera de saber para onde..."

17 setembro 2010

Citações: Diana Rosa - Mensagem a jovens bandas punk


Diana Rosa é a fundadora e directora da fanzine Outsider.
É também fotógrafa e baterista da banda feminina Un-Predictable.

"Já passaram os tempos de fechar bandas em garagens. Se a música é feita, é para que chegue a todos e para que lhes seja berrada aos ouvidos! Para que seja mostrado ao mundo o trabalho das bandas, muitas vezes desvalorizado, mostrando a sua importância, valor e unicidade. Se tens uma banda, unam o potencial de todos para que, juntos, construam a vossa identidade de forma coesa, culminando num trabalho merecedor de dar a conhecer ao público. Desenganem-se aqueles que acham que ser ouvido por mais gente é ser vendido! Ser ouvido por mais gente (...) é fazer a nossa mensagem ganhar outra dimensão."

Diana Rosa, Outsider #27 (Setembro 2010), Editorial, p.3.

30 agosto 2010

Citações: Don Letts sobre o documentário Strummerville (2010)

Este post inclui o vídeo de uma curta entrevista a Don Letts.



“In a cultural climate that feels like punk never happened Strummerville (the film) serves as a timely reminder of a way forward. It worked back then and it can work again – and man it needs to!” 
Don Letts

Fica uma curta mas muito interessante entrevista com Don Letts, em que ele relembra  a cena e filosofia punk originais...

09 julho 2010

Divinais Faith No More


Mike Patton (Faith No More)

Já em posts anteriores exprimi a minha opinião sobre os festivais, e sobre a (hiper)comodificação da cultura e da música para as 'massas'. Por convicção, e também devido a uma ligeira agorafobia que se tem vindo  a acentuar, decidi não ir a nenhum dos 'grandes' festivais de verão, por muito imperdíveis que fossem em termos de cartaz. E o primeiro dia do Alive era para mim particularmente apelativo, principalmente (mas não só) devido aos cabeças de cartaz, Faith No More...

Foi por isso com um misto de sensações contraditórias, entre a incredulidade, alegria, e revolta (mais uma vez) perante  a privatização da cultura, que assisti, extasiada, à brilhante actuação desta banda transmitida em directo pelo canal de TV privado SIC Radical no conforto da minha sala ...

Dei por mim às voltas com a ideia postulada pelo sociólogo/filósofo/teórico cultural Jean Baudrillard, da qual sempre discordei (pelo cariz alienatório que encerra), de que na sociedade hipermediatizada de hoje o virtual, a representação do real (o simulacro) é preferida/sobrepõe-se ao próprio real... 

Ontem à noite, contudo, não pude deixar de comparar a experiência real do Alive 2009, com o pó, os encontrões, a visibilidade quase nula, e o trauma da saída, apertada durante quase uma hora no meio de milhares de pessoas, com a assistência televisionada de ontem, onde pude acompanhar à lupa não só a prestação absolutamente electrizante deste colectivo, como (especialmente) a entrega, versatilidade, irreverência,  dramatismo e expressividade quase lunáticos, em suma, o incrível talento, de Mike Patton. Pela primeira vez coloquei a hipótese de Baudrillard afinal ter razão...

Ficam excertos e os links para duas reviews do concerto, assim como para duas entrevistas interessantes com Patton.

Excelente review de Rita Tristany, disponível em http://cotonete.clix.pt/noticias/body.aspx?id=45707

"(...) um concerto dos Faith No More é muito mais do que o constatar da óbvia qualidade musical do grupo. É quase uma experiência religiosa, mesmo que a fé, tal como nos diz a banda, já não tenha nada que ver com isto há muito tempo. No centro do turbilhão está o profeta-mor, Mike Patton, performer que se entrega em palco como se este fosse o último concerto da sua vida. É na voz deste quarentão bem apessoado, e ainda com pulmões do tamanho do mundo, que se reflecte a amplitude estilística do grupo. Uma viagem à velocidade da luz entre a soul e o metal, entre o hip hop e o hard rock. E como se não bastasse, o humor sempre no limite e em português, junto a um certo mau feitio irresistível, que esta noite teve como ponto máximo o momento em que decidiu fazer crowd surfing nas primeiras filas e quase ficou sem um sapato. «Mal educados», foi a resposta. Gritos, palmas e o sapato devolvido, a recompensa."


Review de IOL Música, com vídeo do concerto: clicar aqui

Entrevistas de Shooby Taylor a Mike Patton, aqui.

"ST: Finally, if you died today how would you like to be remembered?
MP: Honestly, I don't care if I'm remembered or not. I don't much think about the past or look to far into the future. That kind of thinking is for old people or sleepers. I'm more fired up and focused on right now.
But of course, I hope I died in a very cool way, like overdosing on cow semen, which would be a good way to be remembered."

Finalmente, a testemunhar a versatilidade e qualidade vocal de Patton,  fica o vídeo de um tema que, apesar de pouco adequado a festivais, e que nem é um original da banda, podia muito bem ter sido interpretado ontem pelos Faith No More..."This Guy's in Love with You", da autoria de Burt Bacharach e originalmente interpretado por Herb Alpert em 1968.
 

06 julho 2010

Citações: Música e Literatura

"Music's ability to articulate unspoken desires is an idea, I am sure, that is not alien to any of us. When our own words fail, music, be it Beethoven, rock'n'roll, punk, acid house or dubstep, steps in to speak for us. And while I believe this continues for the length of our lives, it is especially true when we are young, in the years when we hope to live as passionately as the music we listen to."

Laura Barton, colunista do jornal britânico The Guardian, descreve assim este poder extraordinário que reconhecemos na música: o de exprimir ideias que por vezes temos dificuldade em articular, que nos movem, com que nos identificamos, que nos transformam, ou que tão simplesmente iluminam os nossos dias...

Fica o link para um excelente artigo que revisita o brilhante livro de E M Forster A Room with a View, adaptado para o cinema por James Ivory, invocando a passagem em que a heroína do romance, Lucy Honeychurch, tenta, sem sucesso, descrever o poder extraordinário da música:

"'Music––' said Lucy, as if attempting some generality. She could not complete it, and looked out absently upon Italy in the wet."

Fica também um interessante excerto do filme, que inclui a conversa de Lucy com o reverendo Mr Beebe, sobre o efeito pernicioso que a mãe da heroína acredita que a música de Beethoven tem sobre ela... 

26 junho 2010

Citações: Intercâmbios musicais ou os dotes vocais de João Ribas


(Os músicos Mário Jorge e João Ribas em conversa)

Foi num concorrido restaurante de Álcácer do Sal, onde está a decorrer a 20ª PIMEL (Feira do Pinhão e do Mel), que o A Crack in the Cloud ouviu fortuitamente as seguintes palavras, dirigidas a João Ribas, vocalista dos Tara Perdida (e vocalista/guitarrista dos inesquecíveis Censurados):

"Eu sei que você é um cantor de rock, mas deixe-me dizer-lhe que cantou muito bem "A Bela Portuguesa" de Diapasão. Muito afinadinho!".

Que estranho...a curiosidade matou o gato, mas não sendo muito fã destes felinos nem de adágios populares, resolvi ir tirar a história a limpo...



Abordei o autor destas palavras, ficando a saber que se tratava do músico Mário Jorge, que tinha actuado há pouco na PIMEL, e que tinha ouvido João Ribas cantar "A Bela Portuguesa" durante o ensaio de som dos Tara Perdida.

Transmitiu-me que tinha ficado espantado com a qualidade e versatilidade vocal de Ribas, dado que (como me explicou) não é fácil, por questões que se prendem com as características específicas de cada género musical, os cantores de rock ou metal interpretarem registos tão diferentes como a música ligeira/popular, e vice-versa. João Ribas constituía para ele uma excepção à regra: "é impressionante, não se vê", foram as palavras empregues para descrever a versatilidade vocal do músico.

Fica o registo, não só desta característica vocal do frontman dos Tara Perdida, bem como da abrangência da sua cultura e gostos musicais.

Daí a pouco mais de uma hora, o músico entrava em palco para mais uma excelente performance dos Tara Perdida, desta feita na bela portuguesa Álcácer do Sal.




Fica, para animar o fim-de-semana, o vídeo de "Mundo Canibal" e "Zombies", sem dúvida dois dos melhores temas dos Tara Perdida, aqui interpretados ao vivo, no concerto de comemoração dos 15 anos da banda.

20 maio 2010

Citações: Música e Identidade


" O meu argumento assenta em duas premissas: primeiro, que a identidade é móvel, um processo e não uma coisa, um tornar-se e não um ser; segundo, que a nossa experiência da música - de fazer e de ouvir música - deve ser entendida como uma experiência deste eu-em-desenvolvimento. A música, tal como a identidade, é tanto execução como história, descreve o social no individual e o individual no social, a mente no corpo e o corpo na mente; a identidade, como a música, é uma questão tanto de ética como de estética".
(Simon Frith, 1996)

Ou, no original:

"My argument (...) rests on two premises: first, that identity is mobile, a process not a thing, a becoming not a being; second, that our experience of music - of music making and music listening - is best understood as an experience of this self-in-process. Music, like identity, is both performance and story, describes the social in the individual and the individual in the social, the mind in the body and the body in the mind; identity, like music, is a matter of both ethics and aesthetics."

Simon Frith (1996) Performing Rites: the Value of Popular Music.

Nota: Simon Frith é jornalista e professor da Universidade de Edimburgo, Escócia. Com formação em filosofia e sociologia, a sua principal área de estudo é a da música popular e da cultura musical britânica. Iniciou a sua carreira de jornalista na revista britânica British Rock e tornou-se crítico de rock no jornal Sunday Times. Está neste momento a concluir um projecto de investigação sobre a história e a prática da promoção da música ao vivo no contexto britânico.

28 março 2010

"Selling out"

Este post inclui o vídeo do anúncio da marca de lingerie Victoria's Secret, com a participação de Bob Dylan.

"Selling out"; "Sellouts": palavras irritantemente persistentes no contexto musical (entre outros).

Porquê irritantes?...Bem, porque na maioria dos casos vejo-as cuspidas com demasiada facilidade e injustiça, naquela atitude tão fácil mas tão hipócrita da crítica negativa e por vezes invejosa...

"To sell out", ou "vender-se": no âmbito político (comunista/anarquista), a expressão designa  a traição a princípios e ética operários e a rendição ao ethos capitalista.

Muito comum no mundo da música, a expressão tem frequentemente implícita esta acepção política, sendo normalmente utilizada  para acusar os músicos e os artistas de comprometerem a sua integridade musical, por exemplo ao enveredarem por estilos mais "comerciais" ou, pecado capital, assinarem com grandes editoras/agências.

Pessoalmente, considero que, na maioria dos casos, estas acusações são lamentáveis e só servem a causa dominante contra a qual pretendem insurgir-se, impedindo a mudança, a evolução e, no contexto musical, a afirmação da boa música dita 'alternativa', e (logo), de uma cultura musical mais abrangente, enriquecedora e variada.

No âmbito político-social, julgo que aspirações como viver com conforto, circular num automóvel seguro, ou optar por uma alimentação mais cara mas mais saudável, adquirir bens culturais, através do consumo de livros, filmes, espectáculos ou viagens, são perfeitamente normais, legítimas, e que deveriam ser acessíveis a todos, de forma igual. É essa a grande causa que nos deveria mobilizar e unir.

No âmbito musical, não me parece que querer singrar, levar a música a um público mais alargado e aspirar a boas condições de trabalho seja sinal de traição, mas de eficiência e profissionalismo.

Mas não há vendidos? Infelizmente sim. Para mim, os U2 são disso um exemplo recente paradigmático. A um ano de actuarem em Portugal, já tinham especulativamente vendido todos os bilhetes, utilizando ainda a sua popularidade para levarem os fãs mais acérrimos a registar-se no site da tournée (como "fãs") e pagar 50 dólares para poder tentar adquirir um máximo de 4 bilhetes em pré-venda. Esta conduta enquadra-se perfeitamente na definição de "selling out": é uma traição à integridade profissional,  uma rendição descarada e inescrupulosa ao lucro ganancioso e desonestamente conseguido através da exploração do público.

Como exemplo contrário cite-se o caso dos Tara Perdida, por vezes visados por este tipo de acusação, que estão prestes a comemorar os 15 anos de existência com um concerto numa sala underground e a um preço quase simbólico para o estatuto que a banda indubitavelmente já detém.

Para terminar, deixo as citações de dois músicos actuais de referência, nos contextos nacional e internacional, nomeadamente João Ribas (Tara Perdida) e Tom Morello (Rage Against the Machine), sobre este tema em geral, e  sobre a assinatura de contratos com major labels, em particular.

João Ribas:
"O nosso trabalho é feito na nossa sala de ensaios, sem nenhuns majors lá a meter-nos em sentido e a bater a pala. De maneira nenhuma! Fazemos tudo, apresentamos o trabalho, gravamos, eles ouvem, gostam e 'tá a andar de mota'(...)"

(Trabalhar com 'majors'): "(...) é muito bom para os músicos,  sentimo-nos mais à vontade porque há  pessoal a trabalhar como deve  ser connosco".

(Para ver o vídeo com esta entrevista a João Ribas, clicar aqui.)

Tom Morello:

"Epic agreed to everything we asked--and they've followed through... we never saw a conflict as long as we maintained creative control. When you live in a capitalistic society, the currency of the dissemination of information goes through capitalistic channels. Would Noam Chomsky object to his works being sold at Barnes & Noble? No, because that's where people buy their books. We're not interested in preaching to just the converted. It's great to play abandoned squats run by anarchists, but it's also great to be able to reach people with a revolutionary message, people from Granada Hills to Stuttgart."

(Ver fonte da citação de Tom Morello aqui).

E por fim fica o controverso anúncio publicitário da principal empresa/marca de lingerie feminina americana, Victoria's Secret, que contou com a participação de Bob Dylan. O anúncio causou muita celeuma e a fúria de muitos fãs do cantor...Contudo, no caso do Bob, o dinheiro não parece ter sido a principal motivação...

24 fevereiro 2010

Entrevista a John Lydon no último número da revista londrina The Stool Pigeon


A edição comemorativa dos cinco anos da revista londrina The Stool Pigeon, eleita a melhor revista musical gratuita do Reino Unido em 2007 e 2009, acabou de sair e inclui uma entrevista ao mítico vocalista dos Sex Pistols, John Lydon (mais conhecido como Johnny Rotten).

(Johnny Rotten fotografado por Dennis Morris)

A entrevista está parcialmente disponível no site The Quietus. Lydon, perpétuo enfant terrible, surpreende desta vez ao afirmar que afinal sempre gostou dos Pink Floyd, declarando:

"Listen, you’d have to be daft as a brush to say you didn’t like Pink Floyd. They’ve done great stuff. They’ve done rubbish too. Dark Side of the Moon I love. But I go right back to when they were with Syd Barrett. But I grew up with all kinds of music."

A surpresa da afirmação reside no facto de Rotten ter adulterado uma T-Shirt dos Pink Floyd (que o próprio admite ter roubado de uma banca), para que figurasse a frase "I hate Pink Floyd", numa altura em que a banda gozava de imensa popularidade. Como Lydon refere num documentário televisivo, esta sua atitude foi na altura considerada uma blasfémia...

11 fevereiro 2010

Citações: Sobre a recente alteração do logotipo da MTV


"In a move that is easily 10 years overdue, MTV has tossed aside the “Music Television” from its logo. They really ought to dispose of the ‘M’ as well, because there is nothing remotely music related going on at the onetime center of the universe for music and television."

(Jeffrey Hyatt, BeatCrave)

31 janeiro 2010

Citações: Hilly Crystal e Marky Ramone, o CBGB e a actualidade dos Ramones

Na sequência do post anterior.

Hilly Krystal, proprietário do CBGB, sobre o nome do clube: "CBGB - OMFUG":

"The question most often asked of me is, "What does CBGB stand for?" I reply, "It stands for the kind of music I intended to have, but not the kind that we became famous for: COUNTRY BLUEGRASS BLUES." The next question is always, "but what does OMFUG stand for?" and I say "That's more of what we do, It means OTHER MUSIC FOR UPLIFTING GORMANDIZERS." And what is a gormandizer? It's a voracious eater of, in this case, MUSIC."

Marky Ramone, o único membro vivo dos Ramones, entrevistado por ocasião da apresentação do documentário Burning Down the House: The Story of CBGB, no Tribeca Film Festival (2009), sobre a actualidade da banda:

"People don't change...technology does. And people have the same problems they did years ago...jobs, economy, their siblings, their girlfriends, boyfriends, school situations, confrontations, you know, so it's really all the same, you know?"

E aqui fica o vídeo da entrevista a Marky Ramone...

07 janeiro 2010

Citações: Frank Carter (Gallows) sobre a Música e o Mundo Contemporâneo


(Foto: Frank Carter no Download Festival 2007, in
http://www.guardian.co.uk/music/musicblog/2009/apr/21/gallows-frank-carter)

"British rock'n'roll should be singing about what's happening. No one wants to hear about twentysomething guys drinking whiskey. I don't care any more about any music right now because nobody's got anything to say.


But let's get one thing straight: Gallows have never been about offering a solution. We've always been about offering up a problem: this is bad, this is what's happening – pay attention. Just because you're 14 years old, that doesn't mean you can ignore a situation that directly affects you and affects your entire legacy. We're not asking kids to grow up too soon; we're just asking them to be aware of what's happening. We're saying: open your eyes.


This time around, I don't even think there is a solution. Everything is falling apart. Not only is Britain fucked, the world is fucked. We're at the beginning of the end of humanity."

in The Guardian 21/04/2009)
http://www.guardian.co.uk/music/musicblog/2009/apr/21/gallows-frank-carter 

(Mais sobre os Gallows: aqui, num post próximo, ou no site da banda no myspace:
http://www.myspace.com/gallows)


05 janeiro 2010

Citações: John Frusciante sobre a saída dos RHCP

Num dia em que circula a notícia de que Josh Klinghoffer será o novo guitarrista dos Red Hot Chili Peppers (por exemplo no site musicradar.com), aqui fica um excerto da mensagem que Frusciante colocou no seu blog a explicar os motivos da sua saída:

"I really love the band and what we did. I understand and value that my work with them means a lot to many people, but I have to follow my interests. For me, art has never been something done out of a sense of duty. It is something I do because it is really fun, exciting, and interesting. Over the last 12 years, I have changed, as a person and artist, to such a degree that to do further work along the lines I did with the band would be to go against my own nature.  There was no choice involved in this decision. I simply have to be what I am, and have to do what I must do."

Fica, para recordar,  também o  mágico concerto dos Peppers de outros tempos em Slane Castle (Irlanda) (também disponível aqui.)

28 dezembro 2009

Citações: O breve encontro de Freddie Mercury e Sid Vicious

Este post inclui o vídeo de "Bohemian Rapsody" dos Queen.

In Blitz (Janeiro 2010), nas bancas a partir de amanhã...



"O som que ecoava dos Wessex Studios de Londres tinha características hipnóticas e primitivas.  E enquanto naquele verão de 77 os Sex Pistols estavam fechados no Estúdio B, a trabalhar no que se viria a tornar Never Mind The Bollocks... , outra das mais notórias e controversas bandas do rock inglês estava na porta ao lado, no hall espaçoso de igreja gótica que constituía o Estúdio A. (...)
"Os Sex Pistols vieram conversar connosco", recorda agora Brian May, guitarrista dos Queen. "Meu Deus, lembro-me como se tivesse sido ontem. Falei sobre música com o John Lydon, que parecia muito cortês - e, é claro, houve aquela conversa lendária do Freddie Mercury com o Sid Vicious".
Na mitologia do rock está gravada uma breve troca de palavras entre o "enfant terrible" dos Pistols e o colorido cantor dos Queen. Diz-se que Vicious lhe perguntou "Ah, Freddie Mercury, continuas apostado em trazer o ballet às massas, hã?". E a resposta imediata de Mercury: "Oh sim, Mr. Ferocious, querido, fazemos o nosso melhor". "

Mais informação sobre este número da revista aqui.
 
E a incontornável masterpiece dos Queen...

22 dezembro 2009

Citações: Tom Morello agradece a Jon Morter

Na sequência dos posts anteriores..



“We’d like to thank you very much for what you’ve done and I think it’s an excellent lesson for people…whether it’s on a small matter like who’s at the top of the chart or bigger matters like war and peace or economic inequality…when people band together and make their voices heard they can completely overturn the system as it is!”



(Tom Morello, o guitarrista dos Rage Against the Machine (ao vivo no programa radiofónico da BBC) agradece a Jon Morter, o ‘cidadão comum’ que iniciou a campanha no Facebook que levou a música “Killing in the Name” dos Rage Against the Machine ao topo do top britânico de Natal, vencendo a favorite, do concurso televisivo “X-Factor”.

21 dezembro 2009

Citações: Sobre a vitória dos Rage Against the Machine

Na sequência do post anterior...

Do artigo de hoje do jornal The Guardian, da autoria de Charlie Brooker e intitulado "Rage Against the Machine? Raging within the machine will do for now".

Para ler o artigo na íntegra clicar aqui.

"(..) If the Christmas No 1 turns out to be an angry, confrontational rock track that concludes with an explosion of f-words, it'll be precisely the shot in the arm the charts have been sorely lacking the last few years: something that puts a genuine smile on the face of millions of people; sensitive people, thoughtful people; people alienated by the stifling cloud of grinning mechanical pap farted into their faces on a weekly basis by cocky, clattering, calculating talent shows such as X Factor. It would give these people hope. Maybe only in a very small and silly way, but still: a tiny spoonful of hope. And what could be more Christmassy than that?"

18 dezembro 2009

Citações: sobre Censurados


Para terminar o tópico abordado nos dois últimos posts...

Este post inclui o vídeo "Censurados" dos Censurados.

Catarina Lopes (amiga): “A malta parava pelos Coruchéus ou nas traseiras da casa do Ribas e às tantas o João dizia: “Bute até minha casa, ‘bora ensaiar”. Havia sempre montes de pessoal a assistir aos ensaios lá no quarto dele, mas como aquilo era bué pequeno, a malta tinha que ficar à porta e na casa de banho [risos].” (Conteiro e Figueira, 2006: 37).

Billy, a propósito do 2º concerto no Rock Rendez Vous (Janeiro de 1990): “A rua da Beneficência começou a ficar cheia, vinha pessoal de todo o lado. De garrafa na mão e cigarro na outra, contavam-se histórias de concertos passados, narrados com entusiasmo. Embora maioritariamente se vissem punks, também havia fãs de metal, de hardcore, de rock em geral e até freaks meio desvairados, mas a maior atracção eram os elementos dos Censurados a conviver no meio daquela amálgama de gente com a maior das naturalidades!” (Conteiro e Figueira, 2006: 62).


Rafael, vocalista dos 100 Surrados sobre a actualidade da banda/das letras: “Censurados é uma banda que toca em toda a gente porque as suas letras são tão actuais agora como o eram em 1989. Cantar “Srs. Políticos” faz mais sentido agora do que nunca, “Tu ó bófia” com a repressão da polícia na actualidade, “Não vales nada” com a exploração dos patrões aos empregados no trabalho, “Sentado ao balcão” por 1001 razões, “Melhores dias virão”…” (Conteiro e Figueira, 2006: 167).


“Comments” emotivos que diversos fãs da banda têm deixado em vários blogs/websites nos últimos anos (alguns bastantes recentes):


“(…) conheço as musicas de tras pra frente. Comprei os albuns sempre que foram editados "censurados"(vinil)+(mp3) "confusao"(vinil) "sopa"(cd). O primeiro encomendado na Bimotor ainda antes de editado. No dia em que o recebi pelos CTT reuniu-se um batalhao de malta em minha casa para o ouvirmos tipo concerto. (…) Até chorei no dia em que fui comprar o Blitz, (aquela terça feira fatidica tudo me aconteceu até acabei um namoro nesse dia, em que a capa dizia "Censurados acabam". Foram sem duvida os pais e reis do punk em portugues de portugal.”
“Também essa terça feira foi fatidica para mim quando comprei o Blitz e li "censurados acabaram",quando falei com o pessoal estava com as lagrimas a correr cara abaixo e todo arrepiado.Que saudades eu tenho desses tempo de glorias.” (idem)


“não tenho adjectivos para conseguir descrever os censurados , para mim , na minha humilde opinião foram e sempre serão a melhor banda nacional de todos os tempos (…) concertos no johnny guitar,cidade universitaria e outros mais censurados ate morrer.” (idem)

(No decurso da notícia da venda/reedição do 1º CD (esgotado) com o Blitz em Dezembro de 2005) “nem imaginas o quanto te agradeço por esta noticia!!! curti Censurados na minha adolescencia e fiquei bastante triste quando acabaram mas quase que tive um orgasmo psicologico quando soube que se tinham juntado para gravar um tributo e iam estar na queima em coimbra... vi-os ao vivo e simplesmente adorei!! mais uma vez obrigado!!vìcio(http://fumaca.blogs.sapo.pt/)”
“É verdade as letras dos censurados fazem todo o sentido nos tempos que correm, significa que o nosso país não evoluiu nada!!! A música dos Censurados é imortal!!!” Ladyxscorpion (há 4 meses)
(http://www.youtube.com/watch?v=Lj8CVNSxwdM&feature=related)

“Pessoal...até me arrepio com esta merda. É incrível a força que isto tem pois quase 20 anos depois ainda sinto a mesma sensação que na altura sentia (…)” hugomirandaclaro (há 11 meses)
(http://www.youtube.com/watch?v=Lj8CVNSxwdM&feature=related)

“fdç até o meu irmão com 14 anos é louco por isto é um jovem Censurado ! É pra verem qe Censurados nunca hão de morrer ! CENSURADOS SEMPRE !” bogus1979 (há 10 meses) (http://www.youtube.com/watch?v=PoD5ZCr-r5k&feature=related)