Notícias frescas dos Punk Sinatra e mais um novo tema de "À Socapa do Sistema" para animar o fim-de-semana que se aproxima:
""À Socapa do Sistema" é o título do novo álbum dos PUNKSINATRA que estará disponível em Abril através da Marmelo Records antecipado pelo tema "Hoje Não" .
Gravado entre Outubro e Novembro de 2010, "À Socapa do Sistema" contem 6 novos temas de estúdio acompanhados de outros 3 captados ao vivo durante a mini-tour de apresentação de "Ataca Contrataca o Monstro Acordou" em Maio passado.
Para além da distribuição física o disco estará também disponível através das novas plataformas de retalho digital numa edição da Marmelo Records.
A banda de João Almendra, Luís Lobão, Rodrigo e João Pinto prepara agora uma série de concertos para promover "À Socapa do Sistema" já a partir do mês de Março assim como o videoclip para o single de apresentação do novo trabalho.
Recentemente a banda lançou o vídeo "Andas Por Aí" , com música gravada ao vivo e imagens captadas em estúdio e na estrada e uma versão de um original de José Mário Branco ("Eu vim de longe, eu vou p'ra longe") a propósito e na véspera das últimas eleições presidenciais.
"Hoje Não" encontra-se disponível para audição nos sites da banda na rede Myspace e Facebook."
(Fonte: Punk Sinatra)
E fica também aqui este novo registo dos Punk Sinatra, "Hoje Não".
(Ventas de Exterko, foto: página da banda no Facebook)
A banda punk de A-do-Pinto (Baixo-Alentejo) anunciou recentemente a identidade do seu novo baterista, que decerto virá dar um bom contributo para a consolidação sonora do projecto: trata-se de Fábio, também conhecido como " Brasileiro".
(Fábio, aka Brasileiro, novo guitarrista dos Ventas de Exterko,
Lembramos que os Ventas de Exterko iniciaram o ano de 2011 da melhor forma, tendo actuado no passado fim-de-semana em Faro e em Aljezur, e com presença confirmada no Rise of Warrior Metal Fest ( Venda da Serra, Coimbra), já no próximo dia 12 de Fevereiro.
Fica o vídeo de "Olhar Incerto", tema novo da banda, interpretado ao vivo no Bar Metalarium, em Badajoz, no passado mês de Dezembro.
As mais recentes notícias dos Punk Sinatra não podiam estar mais em consonância com o tema do último post deste blog. A banda de João Pedro Almendra, Luís Lobão, Rodrigo e João Pinto esteve três dias em estúdio (entre 18 e 20 de Janeiro) e gravou o tema "Eu vim de longe, eu vou para longe", segundo os próprios, "para começar mais cedo o dia de reflexão".
O tema, original de José Mário Branco, assume nesta interpretação o cunho e estilo muito próprios dos Punk Sinatra, sendo na nossa opinião um contributo inestimável para a nossa reflexão..e uma excelente surpresa que vem aquecer este fim-de-semana gelado...e dar algum alento para amanhã fazermos o pouco que nos é permitido na pseudo-democracia em que vivemos.
"Eu vim de longe, eu vou para longe" está disponível para download livreaqui, e também para audição nos sites da banda do myspace e do facebook.
Fica a mensagem da banda: "...esperemos que gostem. E que votem também!"
Os Punk Sinatra irão actuar, juntamente com os Albert Fish, já no próximo dia 4 de Fevereiro no In Live Caffé, na Moita.
É sem dúvida uma das boas novidades do novo ano! A fanzine de punk rock Outsider lançou recentemente o seu website, que espelha da melhor forma a imagem e o conceito da publicação em papel, assim como o modus operandi da sua equipa. Para além da ficha técnica da revista, e de informação sobre assinaturas e pontos de venda, o site, em permanente actualização, contém ainda vídeos, calendário de concertos, passatempos, etc...
Em suma: é sem dúvida um site a visitar e a adicionar aos favoritos!
A Mitra Records, netlabel portuguesa recentemente fundada com o objectivo de promover a livre partilha de música, difundir projectos musicais alternativos e interventivos e " constituir uma plataforma sólida de artistas independentes" acabou de disponibilizar para download gratuito o 2º trabalho da banda punk alentejana Ventas de Exterko:
"O EP homónimo dos Ventas de Exterko é o segundo trabalho da banda e está finalmente acessível a todos através da Mitra Records. Neste trabalho os Ventas apresentam 6 temas em português, repletos de poder, determinação e crítica social mordaz.
A banda, depois de um período algo conturbado, com algumas alterações na formação, prepara agora a agenda para o próximo ano com nova formação e novo fôlego." (Mitra Records).
Lembramos que a primeira actuação da banda está agendada já para a próxima terça-feira, 7 de Dezembro, no Bar Metalarium em Badajoz, Espanha. Os Ventas de Exterko têm também já presença confirmada no Rise of Warriors Metal Fest, que decorrerá em Tábua, Coimbra, a 12 de Fevereiro.
Depois do sucesso obtido no concurso RibaRock, onde conquistou o 1º prémio, e da actuação no palco Novos Valores da Festa do Avante, esta promissora banda bejense de rock/experimental/progressiva continua a trabalhar no seu EP "Mata mas não Mói", prometido para breve, e acaba de disponibilizar no seu site do myspace uma faixa desse trabalho em progresso, com o título "Lixo Emocional". Para ouvir aqui.
Foi com grande agrado que recebemos as últimas notícias relativas a esta banda bejense de rock/alternativa/experimental, de que já demos conta em posts anteriores, nomeadamente no âmbito das suas actuações no Festival de Bandas de Beja (2009) e na Galeria do Desassossego.
Os Máscara granjearam recentemente o 1º Prémio no concurso de bandas RibaRock em Coruche. O A Crack in the Cloud felicita desde já a banda por esta merecida conquista.
Para além disso, os Máscara foram apurados para actuar no Palco Novos Valores na Festa do Avante. Vai ser já no próximo sábado, dia 4 de Setembro, pelas 19 horas.
A banda promete também para breve a edição do 1º EP, que aguardaremos com expectativa.
O lançamento do novo trabalho dos lisboetas Barafunda Total está já agendado para exactamente daqui a um mês, 25 de Setembro, no Berlim Bar (Rua do Diário de Notícias, Bairro Alto), de acordo com o cartaz gentilmente enviado pela banda ao A Crack in the Cloud, juntamente com a respectiva nota de imprensa.
O evento está marcado para as 21h e contará com a presença das bandas convidadas Simbiose e Dr. Bifes e os Psicopratas. A entrada terá um preço de 6€ e incluirá a oferta do novo álbum.
Fica alguma informação sobre a banda, o seu percurso e este novo trabalho, que contou com a participação de João Morais (Gazua) no tema "Reconciliação".
"Os “BT” são de Lisboa, Portugal e datam o seu início em Setembro de 2002. A Banda é composta pelo David na Guitarra, Ricardo na Voz, Diogo na Bateria e Zé Miguel no Baixo. Sob influências do Punk/Hardcore/Rock que por cá se faz e também de alguns géneros estrangeiros começámos a percorrer o caminho que nos levaria ao primeiro registo em 2004."
(...)
"Começámos logo desde o início da formação a dar concertos na zona de Lisboa até que gravámos a primeira maquete intitulada "Bem-Vindos a Realidade" em Fevereiro de 2004 que inclui 6 temas originais gravados nos estúdios Margem Sul."
(...)
"Já com uma boa bagagem de concertos e com a realização de vários novos temas na busca de uma identidade própria, entrámos novamente em estúdio em Fevereiro de 2007, lançando assim o primeiro álbum de originais intitulado "Um Passo Para Crescer". Este que conta com 12 temas e levou a que fosse possível partilhar os palcos com as melhores bandas nacionais dentro do género musical, como os 31, Peste & Sida ou Mata-Ratos. Neste momento acabamos de gravar um novo álbum de originais, já com um estilo muito próprio, que se chama “A Grande Conspiração” (...)."
SobreA Grande Conspiração
"Produzido por Miguel Marques nos Generator Studios e masterizado em NY por Alan Douches nos west west music studios, este que é o segundo album de originais da banda, conta com 10 temos energéticos.
Tem a participação de "João" dos Gazua no tema "Reconciliação" e de "Td" de Aykien no tema "Na extremidade está a ignorância"."
"A GRANDE CONSPIRAÇÃO" tenta reflectir o panorama de um século em que se gerou todo um rol de incertezas à volta dos grandes acontecimentos da História.
O primeiro homem a ir à lua… Russo ou Americano? Quem culpar no caso da queda das torres gémeas… terrorismo ou interesses políticos? Será de ordem natural a epidemia da gripe A, ou uma manipulação da indústria farmacêutica? Usufruímos só das vantagens das novas tecnologias ou será que nos tornamos simultaneamente vítimas desta nova "ditadura" de informação, através da qual mentiras e cinismos se infiltram subtilmente nas nossas rotinas?
Verdade ou mentira, realidade ou ilusão… estarão as nossas mentes a serem controladas?
As palavras, provas e testemunhos são ambíguos e suscitam dúvidas, que não podem deixar de ser levantadas...
Mas a verdade é que acreditamos cegamente naquilo que nos querem fazer acreditar, renegando assim suspeitas que vemos geradas.
Tentamos com este álbum esboçar um pouco da nossa sociedade e abordar vários aspectos do nosso dia-a-dia enquanto parte dela, dai o álbum também ter uma forte componente pessoal liricamente. Simbolizamo-lo através da figura irónica do palhaço" (…) personagem cómica que diverte o público com habilidades (…)" e "através do drama de situações do quotidiano (…)", com duas facetas."
É com muito prazer que divulgo este interessante projecto de uma querida amiga e conterrânea, cujo amor pela capital roubou à planície, com votos de muito e bem merecido sucesso!
AmorCorvo: Press Release
"Abriu recentemente portas no Bairro Alto, num pequeno espaço onde outrora terá funcionado uma alfaiataria, a loja AmorCorvo.
O seu nome, AmorCorvo, inspirado nos Corvos Vicentinos, símbolo da cidade de Lisboa, é a personificação do amor à capital e aos seus corvos protectores.
Da requalificação e aproveitamento do espaço onde se localiza, feitos pelas mãos da proprietária e de um amigo dela, o AmorCorvo assume todas as suas imperfeições e, ao mesmo tempo, enaltece todas as suas particularidades, dando deste modo mote ao seu propósito enquanto loja e espaço: a divulgação e venda de trabalhos de artesãos e artistas, cujos produtos sejam manufacturados ou alterados manualmente, encontrando-se por vezes no espírito de reaproveitamento tão próprio do conceito de reciclagem.
Das peças expostas, as mais marcantes são sem dúvida as de ferro forjado de Frank Peters, os corvos de barro da Oficina de São Pedro, os colares da “Maria Cortiça”, as peças de joalharia de Ana Antunes, as t-shirts AmorCorvo pintadas à mão, as telas de Natália Gromicho, as saias de Edna Pimentão, entre muitas outras. Em todas as peças, a certeza de que não há duas iguais, tornando-as por isso únicas e originais, ideais para quem procura exclusividade.
Para além de loja, o AmorCorvo é também um espaço aberto à divulgação individual ou conjunta de artesãos e artistas, estando por tal disponível para a realização de exposições e/ou eventos dedicados aos mesmos, acreditando que esta será a melhor forma de divulgação de muitos talentos escondidos.
AmorCorvo não é só uma demonstração de amor por Lisboa, mas também pela sua tradição, novidade, grandeza e beleza, pelo que valerá sempre a pena uma visita ao n.º 26 A da Travessa da Queimada, em pleno coração do Bairro Alto."
Informação adicional:
AmorCorvo: aberto todos os dias entre as 14h e as 23h
Morada: Travessa da Queimada, n.º 26 A – Bairro Alto – Lisboa (rua do Café Luso, frente ao Jornal A Bola)
Não é todos os dias que uma banda portuguesa actua na capital britânica...
Os Blasted Mechanism anteciparam a sua participação no festival de Glastonbury (que ocorreu no passado fim-de-semana) e as duas actuações na capital britânica com o lançamento do seu primeiro single no mercado britânico, "Start to Move". O tema, e o respectivo vídeo, mereceram os comentários entusiásticos que se seguem, no site inglês de música http://www.redhotvelvet.co.uk/ :
"Founded / invented in the Summer of 1995 the Portuguese composite combine revolutionary technology with ancestral soundscapes of fanatical stature, to conjure melodies and beats of exquisite proportion. Their pioneering approach to structure and harmony allows this enigmatic collective of thinkers to blend qualities of electro, reggae and dub to create something truly magnificent.
Blasted Mechanism celebrate their arrival in the UK with the release of their debut UK single Start To Move on June 11th. Pungent progressions of tribal beats, futuristic sounds and an outrageously evocative structure all marry, resulting in five minutes of pure, utopian ecstasy. The accompanying video , simply put, is a spectacular cinematic experience, NOT to be ignored."
Estreou recentemente e por enquanto está (aparentemente) apenas em exibição no seus país de origem (Canadá): o documentário Sounds like a Revolution, dirigido por Summer Love e Jane Michener, sócias da produtora Deltatime Productions, aborda o poder subversivo e mobilizador que a música detém, particularmente na actualidade, assumindo-se como um meio importante da luta pela mudança social.
O documentário centra-se em quatro músicos que combinam a música com o activismo político e social, entre eles Fat Mike (NOFX) e Anti-Flag, e mostra ainda como os projectos musicais com mensagens/agendas político-sociais oposicionais são persistentemente censurados.
Sounds Like a Revolution inclui clips musicais, vídeos de performances ao vivo, comícios políticos e ainda comentários de diversos músicos americanos bem conhecidos, tais como Jello Biafra, Pete Seeger, Steve Earle, etc.
Fica a indicação do site de Sounds Like a Revolution, assim como os dois vídeos promocionais disponibilizados, enquanto aguardamos que o documentário chegue a Portugal (difícil) ou que fique acessível para aquisição...
Na continuação do post anterior, reproduz-se aqui a 2ª parte da entrevista ao frontman dos Gazua, João Morais, maioritariamente centrada no 3º álbum de originais da banda, Contracultura, e no seu lançamento, agendado já para o próximo dia 18 de Junho.
O que é que as pessoas em geral, e os apreciadores de Gazua em particular, podem esperar deste novo trabalho, Contracultura, em termos musicais (continuidades/rupturas e inovações)?
A continuidade estará sempre lá, pois somos os mesmos 3 músicos, tocamos os mesmos instrumentos e continuamos os 3 de cabeça dura!
Inovações e rupturas haverá sem dúvida... a nossa música é de e para pessoas de mente aberta. Não há preconceitos! O estado de espírito muda e com isso muda a composição. Se há coisas que não são bem-vindas são barreiras criativas.
Gostei de ouvir dizer que o Contracultura é um disco à "gazua", o que quer dizer que existe um cunho nosso.
O vosso pendor crítico e de intervenção torna-se mais explícito e omnipresente no trabalho que está aí a ‘rebentar’. Queres explicar o título (e talvez do conceito orientador) do álbum, Contracultura? É um conceito com uma grande carga histórica…
De forma sucinta, Contracultura foi o nome dado a um movimento que atravessou os anos 60, incidindo particularmente nos EUA mas também na Europa (França com o Maio de 68 e na Checoslováquia com a Primavera de Praga também em 68), onde se viveram anos de muita contestação social levada a cabo por jovens que se mobilizaram para questionar e criticar os valores culturais vigentes.
Tabus como o racismo, a corrupção, a guerra e os direitos das mulheres ou os direitos civis de uma forma geral, são alguns exemplos das motivações que geraram estes movimentos.
Gostei da ideia, li um excelente livro sobre o assunto e achei o tema ideal para explorar no novo trabalho.
De que forma é que o conceito de contracultura é desenvolvido no álbum (nas temáticas abordadas e também graficamente)?
O disco tem um design muito inspirado nos flyers que se usavam há uns anos para passar informação.
Tem um poster com uma série de personalidades que criaram pontos de mudança ao longo dos tempos, desde o Voltaire em França no séc. XVIII com a defesa das liberdades civis e religiosas, ao Michael Moore e os seus filmes que denunciam alguns podres da sociedade americana. São tudo pessoas que tentam criar os tais pontos de mudança.
O disco vem acompanhado ainda de um patch para coser numa peça de roupa, uma palheta para tocar, um pin para colocar num casaco ou mala e um autocolante para colar em qualquer lado, sendo tudo junto uma espécie de "Kit" para esta nova Contracultura.
Vários temas deste novo trabalho – por exemplo “A Mudança que Queres Ver”, ou “Preocupa-te”, já disponíveis no vosso site do myspace - apelam à necessidade (e à urgência) de uma tomada de consciência e participação individual activa na transformação social...vocês consideram-se herdeiros e representantes na sociedade actual da tradição da música de intervenção? Ela ainda faz sentido hoje/é necessária?
O facto de ter havido um regime Fascista em Portugal não justifica que apenas nessa fase tivesse havido contestação. Hoje não temos o Fascismo, mas temos o Capitalismo, que é um inimigo também perigoso, mas muito mais "matreiro". Não se mostra com tanta clareza.
A música de Intervenção é isso mesmo... inspira a Intervenção e isso tem que fazer parte do nosso dia-a-dia.
Sim, a consciência histórica é outra das características bem visíveis no vosso trabalho. Têm temas dedicados a momentos e a figuras importantes da nossa história… Raymond Williams, um teórico social e cultural britânico, afirma que “a história ainda nos mostra a maior parte do passado conhecível e todo o tipo de futuro imaginável”. É também esta a tua/vossa visão? É por isso que a história recente está tão presente no vosso trabalho?
Uma opinião não se pode construir apenas pensando no presente e olhando para o futuro. Tem que ter as suas fundações também no passado. É como um alicerce.
A maior riqueza de um país está na sua identidade cultural, é aí que se cria um elo entre o seu povo. Claro que há sempre coisas boas e coisas más, mas teremos que saber usar os exemplos bons e não repetir os exemplos maus.
Um dos problemas que sinto que temos é que de repente há uma nova geração em que as suas (poucas) referências vêm todas de fora e por isso acabam por desprezar o seu próprio país não sentido qualquer vontade de lutar por ele numa perspectiva de intervenção política, deixando o país à deriva.
Para terminar, gostava que levantasses a ponta do véu relativamente ao que poderemos esperar da festa de lançamento do álbum, já no próximo dia 18 no S. Jorge…
Esse concerto está a ser preparado de forma um pouco mais especial, não porque é mais importante que os outros concertos (não é!), mas porque queremos fazer desse dia um dia de viragem na nossa atitude em palco, não uma viragem radical, obviamente, mas criando mais pontos de comunicação com o público e com um fio condutor mais consistente do inicio ao fim do espectáculo.
Vamos como é óbvio tocar muitos temas do novo disco...
Temos neste momento um problema que é a selecção dos temas, visto a lista estar a crescer bastante :-)
Obrigado pela entrevista e pelo apoio!
O A Crack in the Croud é que agradece, ao João pela disponibilidade, e aos Gazua pela música entusiasmante e interpeladora.
Entrevista realizada por Maria João Ramos, aka Sheena.
Os Gazua são uma das bandas mais interessantes, activas e produtivas do panorama musical actual. O projecto nasceu em 2005 mas é constituído por três músicos com um longo percurso e experiência profissionais: João Corrosão (guitarra e voz), Paulinho (baixo e voz) e Corvo (bateria). O volume e o ritmo de trabalho deste verdadeiro power trio são extraordinários, com a produção de um álbum de originais por ano desde 2008.
O lançamento do novo trabalho, Contracultura, agendado já para o próximo dia 18 de Junho no Cinema São Jorge em Lisboa, é indiscutivelmente um dos principais acontecimentos de 2010 no panorama musical nacional e deu o mote para esta entrevista: João Morais é o vocalista, guitarrista e autor da maioria das letras e das músicas dos Gazua, assim como do grafismo elaborado e conceptual que é mais um elemento distintivo deste projecto.
O A Crack in the Cloud muito agradece desde já a disponibilidade do João, numa altura de grande azáfama na preparação do lançamento deste terceiro álbum de originais.
Para quem ainda não vos conhece: quem são os Gazua e como defines o vosso projecto?
Os Gazua são 3 músicos de cabeça dura que não conseguem deixar de fazer música. Todos temos bastante experiência no circuito musical, e concentramos agora energias para levar este projecto o mais longe possível.
Somos uma banda de essência punk-rock, mas sem preconceitos para com todos os outros géneros. As portas estão escancaradas! A música é uma linguagem Universal!
A maior ligação ao punk-rock surge por ser uma das nossas principais referências musicais, e por ser um género onde a parte lírica desempenha um papel importante e reivindicativo.
Podemos considerar que tocamos música de intervenção.
As categorizações musicais convencionais são importantes para vocês?
As categorizações são necessárias mais na perspectiva da indústria, onde tudo se encaixa por estilos e/ou géneros.Claro que isso influencia tudo o resto e hoje é essencial para facilitar a explicação do que se está a fazer.
No que diz respeito ao funcionamento da banda, penso que é pouco importante, pois o que tentamos fazer é algo com que nos identifiquemos e isso pode vir de referências bem distintas e não só do punk-rock.
Ainda sobre a vossa ligação ao punk, não só em termos musicais mas também conceptuais…consideras que o punk foi um fenómeno datado histórica e geograficamente ou que ainda existe e é pertinente hoje, por exemplo no contexto nacional?
Se pensar neste género como uma filosofia de vida (mais autónoma em relação à cultura instituída), acho que o punk pode estar presente sempre que assim optarmos, sempre que quisermos levantar a voz e criticar alguma coisa que achemos menos correcta, ou simplesmente se quisermos fazer as nossas próprias opções de vida não seguindo apenas a moda da altura.
Claro que há sempre quem transforme o punk numa moda, (ou num cartão de visita em Londres...), mas este género veste-se por dentro e não por fora.
Cá em Portugal, penso que todos deveríamos ter algum "punk-rock" dentro de nós :-), pois isso ajudaria a desenvolver algum espírito crítico, coisa muito em falta no nosso país.
O conceito do vosso trabalho estende-se também à forma como todo o grafismo/artwork é concebido e implementado em cada um dos álbuns…
O grafismo também ajuda a ampliar a mensagem que se quer transmitir. Ainda para mais, tenho formação em design e nesse aspecto não gosto de deixar passar nada ao acaso.
Sempre me fascinou o artwork dos discos das bandas que gosto, por isso dou muita importância ao que se transmite visualmente.
Fala-nos um pouco do caminho que a banda percorreu ao longo destes três trabalhos, separados entre si por um curtíssimo espaço de um ano…em que medida em que eles se diferenciam…ou como é que vocês evoluíram, no que concerne à vossa música e enquanto colectivo?
Costumo dizer que gravar um disco faz uma banda olhar para si própria e aprender muito em relação ao que está a fazer. Gravar 3 discos dá portanto um conhecimento muito mais profundo. Os Gazua cresceram muito com o estúdio e com o feedback que esse trabalho trouxe de fora. Conseguimos entender melhor o que queríamos. Vejo estes 3 discos como uma evolução natural, onde fomos tentando ser cada vez melhores naquilo que fazemos.
O primeiro disco "Convocação", foi um trabalho mais cru musicalmente e liricamente, o segundo disco "Música Pirata" já teve mais trabalho ao nível da composição dos temas e das letras, os temas tornaram-se por isso mais complexos, e no terceiro "Contracultura" procurámos um equilíbrio entre os dois primeiros, se bem que neste último o artwork teve uma componente conceptual muito mais aprofundada.
Como banda, diria que estamos muito mais adultos, e por isso mesmo queremos agora explorar outros caminhos que personalizem ainda mais o nosso som.
Que caminhos serão esses é que ainda não sabemos... :-)
Vocês são também extremamente activos no que concerne a prestações ao vivo, sendo requisitados para um sem número de eventos um pouco por todo o país…Tens algum/alguns concerto(s) que guardes na memória, ou que recordes especialmente?
O palco principal da Festa do Avante foi sem dúvida o ponto mais alto até à data. Sentimos mesmo que o que estamos a fazer faz sentido.
Há com certeza outros concertos em que nos sentimos muito bem, mas achamos que estamos a começar e que o melhor ainda está para vir.
Como é que vocês conseguem conciliar a produção de um álbum por ano (sendo responsáveis por todo o processo criativo) com as prestações ao vivo, projectos musicais paralelos e as vossas vidas pessoais/familiares? É espantoso…a música é a vossa principal actividade?
HA! HA! HA! HA!!!
A música ser a principal actividade neste país seria quase mau sinal... para vender muitos discos acho que teríamos que descer muito a fasquia (infelizmente...). Pode ser que as coisas mudem.
Temos todos empregos durante o dia.
Em relação a projectos paralelos até se pode dizer que neste momento são inexistentes. Máxima concentração!!
Temos também tido uma política "financeira" em que o dinheiro que a banda faz é para gastar na banda, e isso tem criado condições para o trabalho continuado que temos vindo a desenvolver.
Há acima de tudo muita vontade de tocar e fazer passar a mensagem.
Tirando uma ou outra estrela cintilante, pode-se dizer que é frustrante!
Infelizmente a Inglaterra e os EUA continuam a saber melhor o que é que é bom para nós... A nossa cultura musical é quase totalmente importada (assim como tanta outra coisa), deixando a música nacional sempre para segundo plano.
Há uma componente forte de reflexão e de crítica social e política no vosso trabalho, que tem vindo a assumir contornos cada vez mais expressivos …isso é casual ou tem a ver com a vossa experiência/percepção da sociedade contemporânea?
Digamos que estamos cada vez mais crescidos... e mais atentos!
Claro que quanto mais nos afundamos nesta sociedade totalmente capitalizada, mais sentimos necessidade de passar a nossa mensagem.
Queremos que as pessoas parem para pensar um pouco. Que se tentem concentrar no essencial e que consigam dizer não ao supérfluo.
O que nos é incutido diariamente é exactamente o oposto disto.
(Fim da 1ª Parte)
A segunda parte desta entrevista, mais centrada no novo trabalho dos Gazua - Contracultura - será publicada no próximo post.
Entretanto fica o vídeo de "Para Todos", ao vivo na Festa do Avante em Setembro de 2009.
Este post inclui o vídeo de "Resist Stance", novo tema dos Bad Religion, interpretado recentemente ao vivo.
Tal como o A Crack in the Cloud publicitou, num post de 6 de Março, os Bad Religion anunciaram há uns meses que iriam disponibilizar gratuitamente o álbum 30 Years Live, gravado durante a última tournée ("House of Blues") na Califórnia. Com este gesto a banda quis agradecer a fidelidade dos fãs que os têm acompanhado ao longo destes 30 anos. Para tal os interessados apenas tinham de se registar na mailing list dos Bad Religion e esperar pela palavra-passe que dava acesso ao download gratuito...agendado para dia 18 de Maio...
O assunto já estava há muito esquecido, e foi com alguma surpresa que ontem, 18 de Maio, recebi um email dos Bad Religion com a dita password, acompanhada da seguinte mensagem:
"We want to say thanks for signing up, thanks for coming out to the shows, thanks for all the great times, thank you for being a part of all of this! We have had so much fun with this 30 year anniversary, and as Greg says, “without all of you, without a vibrant scene to be a part of, there really wouldn’t be very much to celebrate”. Here’s to another 30… minutes (actually it’s a little over 40)!!! Enjoy, Greg, Greg, Brett, Brian, Brooks and Jay"
Operação de marketing? Com certeza que sim, mas não podemos deixar de registar com apreço este gesto, a postura "low profile" desta banda, assim como a disponibilização gratuita de um álbum com 17 faixas, de uma qualidade sonora irrepreensível (digital), e com dois temas novos que farão parte do próximo trabalho dos Bad Religion, com lançamento previsto para o Outono, nomeadamente "Resist Stance" e "Won't Somebody".
Aqui fica a lista dos temas de "30 Years Live" e o vídeo de "Resist Stance" que nos interpela a todos "Take a stand!"
1. Fuck Armageddon, This is Hell
2. Dearly Beloved 3. Suffer 4. Man With A Mission 5. New Dark Ages 6. Germs of Perfection 7. Marked 8. A Walk 9. Flat Earth Society 10. Resist Stance 11. American Jesus 12. Social Suicide 13. Atheist Peace 14. Tomorrow 15. Won't Somebody 16. Los Angeles Is Burning 17. We're Only Gonna Die
Este post inclui o vídeo de "Reload" dos Ho-Chi-Minh.
(Foto: http://www.myspace.com/hochiminh)
Após algum suspense relativamente à identidade do novo guitarrista, os Sordid Sight, banda bejense de hardcore/metal, confirmaram há alguns dias, no seu site do myspace, de que se trata de António Aresta, também membro dos Ho-Chi-Minh.
Os Sordid Sight são compostos por Marco (voz), Fábio (guitarra), Jorge (bateria) e Fava (baixo), o inconfundível baterista dos Ventas de Exterko, banda punk de A-do -Pinto (Beja) que foi objecto do post anterior.
A estreia de Aresta nos Sordid Sight está já agendada para o próximo dia 11 de Junho, em Grândola, no âmbito da 5ª edição do Festival Metal GDL 2010 (10 a 12 de Junho), no qual têm já presença confirmada 25 bandas.
Para visitar o site do Festival no myspace clicar aqui.
Muitos são aqueles que aguardam igualmente, e já com alguma ansiedade, o regresso dos Ho-Chi-Minh aos palcos...
Fica por isso, enquanto esperamos, a memória de concertos passados, ilustrada por este vídeo de "Reload"...o título não podia ser mais apropriado...reload guys, reload!
Os Ventas de Exterko, banda punk/hardcore alentejana, acabaram de disponibilizar no seu blog, para download gratuito, o seu EP homónimo de 2009, que contém 6 excelentes malhas, entre elas "Ergue a tua voz" (recentemente adicionada à playlist do myspace) e "Caos em Portugal". Para visitar o blog da banda e/ou descarregar este EP basta clicar aqui.
A agenda de 2010 da banda de A-do-Pinto tem sido, e promete continuar, bastante animada, com actuações em vários pontos do país: depois da presença (recente) no Imune Fest (Setúbal), os Ventas de Exterko têm presença marcada no próximo dia 15 de Maio em Fonte da Telha (Pestinha Bar) e no dia 2 de Junho na Marinha Grande (no âmbito do evento Metal Gate) (para mais informações, basta espreitar o site dos Ventas, aqui).
Este post inclui os vídeos de "The Atrocity Exhibition" dos Joy Division e de "Novelos da Paixão, dos Mão Morta.
Billy, talentoso DJ de punk rock e autor do ímpar blogBilly-News acaba de publicar uma excelente entrevista feita a Adolfo Luxúria Canibal, o carismático frontman dos Mão Morta, a propósito do mais recente trabalho da banda bracarense, Pesadelo em Peluche, já mencionado aqui no A Crack in the Cloud.
Para ler a entrevista na íntegra no seu contexto original basta clicar aqui.
Pesadelo em Peluche explora algumas das temáticas das shortstories ou "condensed novels" que compõem o livro/romance experimental The Atrocity Exhibition (1970) do autor britânico J.G. Ballard, falecido em 2009.
(J.G.Ballard, Foto do jornal britânico The Guardian,
J.G. Ballard descrevia-se como um "autor imaginativo, com grandes afinidades com os surrealistas". A visão distópica da vida moderna e os efeitos - individuais, psicológicos e comportamentais - da vivência nas sociedades 'hipertecnológicas' e hipermediatizadas contemporâneas dominam o pensamento e a escrita de Ballard e são explorados no livro em questão.
Talvez os seus livros mais conhecidos sejam Crash (1973) e Empire of the Sun (1984), adaptados cinematograficamente por David Cronenberg (1996) e Steven Spielberg (1987), respectivamente.
Apesar de nunca, até agora, o livro ter sido alvo do tratamento substancial e aprofundado que os Mão Morta fazem dele em Pesadelo em Peluche, The Atrocity Exhibition inspirou, por exemplo, a música homónima dos Joy Division (1980, do álbum Closer), o título do álbum ao vivo do artista japonês Merzbow/Masami Akita, Great American Nude-Crash for Hi-Fi, e duas músicas do álbum Sacrifice (1994) de Gary Numan.
Ficam os vídeos de "The Atrocity Exhibition" dos Joy Division (ao vivo em Londres, 1979) e de "Novelos da Paixão", single de avanço de Pesadelo em Peluche dos Mão Morta.
Stukas Über Shoreditch: é este o imaginativo título do EP de estreia dos Johnny Throttle, talvez a banda punk mais lusófona da Grã-Bretanha, com Afonso (aka Johnny Quid, PT) na voz e 'Ricardinho' (aka Ricky C, BR) na bateria (e um ex-guitarrista Nuno). A banda encontra-se já a preparar o lançamento de um segundo trabalho, desta feita pela Crypt Records.
Os Johnny Throttle já tocaram com os Vibrators, Menace, The Meteors, Vice Squad, The Morlocks, The Vicars, Superyob, London Diehards, e GBH, para quem abriram no passado dia 10 em Londres.
Em Maio vêm a Portugal para dois concertos, um em Coimbra (dia 21, Via Latina 22h) e outro no Porto (dia 22, Armazém do Chá, 22h).
Os membros da banda também já integraram uma série de outros projectos, tais como os Menace, The Parkinsons, The Spitting Vicars, Die Toten Hosen, Urban Shock, The London Guns, The Chinese Lungs, Shaking Nasties, The Jackoffs, The Stains, Los Perros, The Playmobils, The Morat Fingers...
O autor do blog brasileiro Vontade e Luta entrevistou recentemente Ricky C ('Ricardinho'), o baterista dos Johnny Throttle e seu amigo de longa data, a viver em Inglaterra desde 2002. Trata-se de uma entrevista muito interessante, descontraída e bem-humorada que aborda temas tão diversos como as dificuldades de adaptação em Inglatera, a cena punk londrina, as influências musicais da banda (nomeadamente o punk de 77), as suas vidas profissionais paralelas e as referências temáticas das letras. A entrevista, cuja leitura se recomenda, está acessível aqui.
"Bom os sons que nos influenciaram voce ja citou... nao ha outra coisa que nos tenham influenciado pois a ideia e o que gostamos e de punk anos 70, e como os punks nos anos 70 tinham forte influencia de anos 60 nos tambem temos! punk rock e garage punk basicamente."
"Stukas Uber Shoreditch... avioes alemaes da segunda guerra mundial bombardeando Shoreditch que e uma area famosa aqui de Londres... no meio uma carreira de speed(ou de cocaina) como quizerem interpretar...o ep e puro londres. Stukas Uber Shoredicth relata o caos que se encontra esta cidade e a hipocrisia que muita gente nao quer enchergar.. por isso o bombardeio areo..uma parodia ao que supostamente esta "controlado" ou "tranquilo"."
"A banda nasceu comigo e o nosso ex guitarrista Nuno ensaiando so eu e ele, queriamos fazer um punk fudido a la "Velha Escola". "
"(...) pro pessoal ai do Brasil que curte um velho punk rock aqui vao alguns nomes de bandas que tem surgido aqui em londres: The Electric Cocks, The Ten O Sevens, The Blowouts, Hygiene. Todas estao no myspace e sao muito boas!(...)"
"(...)O PUNK É COMO UM PUNHAL.. AFIADO, AMEACADOR E BONITO!!!"
(Excertos de uma entrevista feita por Pierre, autor do blog Vontade e Luta), disponível em